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Como preparar um pitch de 60 segundos para eventos

Grupo grande de pessoas sorrindo em foto vista de cima

Um pitch de 60 segundos precisa responder três perguntas em ordem: quem é você, o que você faz e por que isso importa para a pessoa que está ouvindo. Preparar essa resposta com antecedência, e treinar até ela sair natural, é o que separa uma apresentação que gera interesse real de uma fala decorada que soa como propaganda genérica em um evento de networking.

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Por que 60 segundos é o tempo certo

Em um evento de networking, a atenção da outra pessoa é curta e concorrida: ela provavelmente vai conversar com dezenas de pessoas ao longo do dia. Um pitch mais longo do que isso corre o risco de perder a atenção antes de chegar ao ponto principal, e um pitch mais curto pode não dar tempo suficiente para despertar interesse genuíno. Sessenta segundos é tempo suficiente para uma apresentação completa, sem virar um monólogo que a outra pessoa só está esperando terminar.

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A estrutura básica de um bom pitch

Um pitch eficiente costuma seguir uma sequência simples:

  1. Quem você é, com nome e uma frase curta sobre sua atuação.
  2. O que você faz, evitando jargão técnico que exige explicação adicional.
  3. Para quem você faz, deixando claro o tipo de pessoa ou empresa que se beneficia do seu trabalho.
  4. Um resultado ou exemplo concreto, que torna a fala mais real do que uma descrição genérica.
  5. Um convite claro para continuar a conversa, como uma pergunta ou uma sugestão de próximo passo.
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Evite os erros mais comuns

Alguns erros aparecem com frequência em pitches malfeitos: começar pelo cargo ou pelo nome da empresa, sem contexto sobre o que ela faz de fato; usar termo técnico que só faz sentido para quem já conhece a área; falar de forma genérica demais, sem citar nenhum exemplo concreto; e terminar sem deixar claro o que se espera da conversa a partir dali, encerrando a fala sem gancho para continuar.

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Como adaptar o pitch ao contexto do evento

O mesmo pitch não funciona igual em todos os eventos. Vale ajustar o nível de detalhe técnico conforme o público esperado, e adaptar o exemplo usado para algo relevante ao tema do evento. Ter duas ou três versões do mesmo pitch, mais técnica ou mais geral, evita ter que improvisar completamente quando o interlocutor muda de perfil no meio da conversa.

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Como treinar até soar natural

Decorar o texto palavra por palavra costuma soar artificial, porque qualquer interrupção na conversa desmonta a sequência memorizada. O treino mais eficiente é praticar a estrutura e as ideias principais, não o texto exato, permitindo ajustar a fala conforme o rumo da conversa sem perder o fio da apresentação. Gravar o próprio pitch e ouvir depois ajuda a identificar trecho confuso, ritmo apressado ou informação desnecessária que pode ser cortada.

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Fechando

Um pitch de 60 segundos bem construído não é sobre falar rápido ou impressionar com vocabulário técnico, é sobre comunicar com clareza quem você é, o que faz e por que isso é relevante para quem está ouvindo. Preparar e treinar essa fala com antecedência aumenta bastante a chance de transformar um encontro rápido em uma conversa que continua depois do evento.

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Perguntas e respostas

É preciso decorar o pitch palavra por palavra?
Não é recomendado. Decorar a estrutura e as ideias principais permite adaptar a fala à conversa real, enquanto decorar o texto exato costuma soar artificial diante de qualquer interrupção.
O pitch deve ser igual para qualquer pessoa no evento?
Não necessariamente. Ajustar o nível de detalhe e o exemplo usado conforme o perfil de quem está ouvindo torna o pitch mais relevante do que uma versão única e genérica.
Como terminar o pitch de forma eficiente?
Com um convite claro para continuar a conversa, como uma pergunta direta sobre o interesse da outra pessoa ou uma sugestão objetiva de próximo passo, em vez de simplesmente parar de falar.