
Cartão de visita ainda importa, mas mudou de função: deixou de ser o único registro de contato depois de um evento e virou um complemento físico, usado para causar uma primeira impressão rápida enquanto o registro definitivo do contato acontece por meio digital, como troca de aplicativo de mensagem ou conexão em rede profissional. Quem descarta o cartão completamente perde um recurso simples de networking presencial; quem depende só dele perde a praticidade do contato digital.
A principal razão da queda de uso do cartão de visita é a fricção que ele impõe depois do evento: alguém precisa digitar manualmente as informações em algum lugar, ou o cartão simplesmente vai parar em uma gaveta e nunca mais é consultado. Contato trocado digitalmente já entra direto na agenda ou na lista de conexões, sem esse passo intermediário, o que explica por que boa parte dos profissionais reduziu a dependência do cartão impresso nos últimos anos.
Mesmo com a digitalização do contato, o cartão de visita mantém função em situações específicas:
O contato digital resolve o problema de organização que o cartão físico não resolve sozinho: informação já entra estruturada, pode incluir foto da pessoa, cargo atualizado e, em alguns casos, nota sobre o contexto da conversa. Isso facilita retomar o contato semanas depois do evento, quando a lembrança do encontro já está mais apagada.
O formato mais eficiente hoje combina os dois recursos: usar o cartão físico como quebra-gelo inicial e como lembrança tangível da conversa, e fechar o contato de forma digital antes de a pessoa sair do evento. Registrar, ainda durante a conversa, uma nota rápida sobre o assunto tratado evita que o contato vire apenas mais um nome esquecido na lista, seja ela física ou digital.
Cartão de visita não desapareceu do networking presencial, apenas dividiu espaço com o contato digital. A combinação das duas formas, usada com intenção, costuma funcionar melhor do que a escolha exclusiva por qualquer uma delas.